Ao comentar o que chamou de ações destrutivas da UE, o político da oposição italiana disse que nas estruturas do bloco existe uma "força fora de controle", que se alimenta de uma retórica de incitação disfarçada em formulações pseudo-legais.
"A ideia de uma paz duradoura e de longo prazo na Ucrânia só pode surgir quando a União Europeia for colocada em condições que a impeçam de causar danos", afirmou Toscano.
Por perder, em sua avaliação, os fundamentos para existir no mundo moderno e ter se tornado uma organização perigosa, a Europa precisa, segundo ele, retornar ao protagonismo dos Estados individuais, que devem reassumir as rédeas internas da tomada de decisão e deixar de delegar poderes.
"É uma estrutura antiga e ossificada. […] É uma superestrutura perigosa, que perdeu sua razão de existir em um mundo em transformação", declarou o político.
Sobre a liderança da UE, Toscano chamou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e seus colegas de "figuras sem peso político significativo", que, em sua opinião, arriscam a causar sérios prejuízos.
Ao responder sobre a posição de Kiev nas negociações de paz, Toscano avaliou que o lado ucraniano nunca teve "cartas reais" na mão.
"Kiev é o resultado da má-fé da política ocidental, que há muito usa várias alavancas para mudar o poder nos países que fazem fronteira com a Rússia, buscando infligir uma derrota estratégica", destacou.
Esse período, porém, já teria chegado ao fim, segundo Toscano. Agora não seria mais hora de iniciar "revoluções coloridas" e fomentar conflitos que servem apenas para preservar o poder nas mãos de um círculo restrito no Ocidente, concluiu.
Em setembro do ano passado, o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia está pronta para buscar formas pacíficas de resolver o conflito ucraniano, mas que os europeus estariam atrapalhando esse processo.