"O enviado especial Witkoff e Jared Kushner viajarão amanhã [6 de fevereiro] a Omã para essas conversas, e veremos o que resulta delas. O presidente espera uma atualização da parte deles", disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, nesta quinta-feira (5)
O encontro entre os dois países acontece em meio a uma escalada de tensões entre os dois países, aumentada pelo envio do porta-aviões USS Abraham Lincon para a o mar Arábico. A reunião só foi confirmada ontem, quarta (4), pelo chanceler iraniano, Abbas Araghchi.
"As conversas nucleares com os Estados Unidos estão programadas para ocorrer em Mascate por volta das 10h [3h, horário de Brasília] de sexta-feira [6 de fevereiro]. Agradeço aos nossos irmãos omanenses por terem feito todos os arranjos necessários", afirmou ele no X.
Witkoff já era confirmado no encontro, mas a presença de Kushner, que participou nesta quinta-feira das conversas trilaterais com a Rússia e a Ucrânia em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, ainda era incerta. O genro de Trump expressou, no passado, opiniões controversas quanto ao Irã e seus aliados
Um exemplo foi no assassinato do líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, em setembro de 2024. "O dia 27 de setembro é o mais importante no Oriente Médio desde o avanço dos Acordos de Abraão [...]. Isso é significativo porque o Irã agora está totalmente exposto."
O genro de Trump vem tomando um papel ativo nas negociações diplomáticas norte-americanas, integrando não só a comitiva estadunidense nas negociações russo-ucranianas, mas também atuando junto ao Conselho da Paz.
Irã e Estados Unidos já realizaram cinco rodadas de negociações sobre o programa iraniano de enriquecimento de urânioirania, o qual, segundo Washington e Israel, tem fins militares — algo que a nação persa nega veementemente. A sexta rodada de conversas foi suspensa depois que, em junho de 2025, Washington atacou instalações nucleares iranianas.
A reunião, arranjada graças à mediação de Catar, Turquia e Egito, será a primeira entre autoridades estadunidenses e iranianas desde o colapso das negociações e a guerra de 12 dias. Inicialmente o encontro deveria acontecer em Istambul. No entanto, o local e o formato das negociações foi alterado pelo Irã para ocorrer em Mascate e que fosse focado penas no programa nuclear, e não em seu financiamento de grupos xiitas ou seu programa de mísseis.