De acordo com a matéria, a projeção de crescimento do PIB para 2025 passou de 2,2%, segundo estimativa publicada em novembro passado, para 2,3% na versão atualizada.
Ao mesmo tempo, o Ministério da Fazenda afirmou que, se a previsão for confirmada, os números representarão uma desaceleração significativa em relação ao crescimento registrado em 2024, quando a economia cresceu 3,4%.
Além disso, a taxa de crescimento projetada para 2025 pode ser a menor desde 2020, quando o país enfrentava as consequências mais graves da pandemia de COVID-19, com uma queda de 3,3% no PIB.
O Boletim Macrofiscal aponta que a estrutura do crescimento econômico deve mudar, dependendo do desempenho dos setores da economia. Segundo a Secretaria de Política Econômica, espera-se uma desaceleração da agropecuária, compensada por maior expansão da indústria e dos serviços.
No que diz respeito à inflação, o documento afirma que o índice nacional de preços ao consumidor amplo (IPCA) deve recuar para 3,6%, repetindo a mesma previsão feita em novembro do ano passado.
Segundo os dados da Fazenda, a desaceleração deve ser sustentada principalmente pelo comportamento dos preços de bens industriais e serviços.
"A inflação de bens industriais e serviços deve continuar a cair, repercutindo o excesso de oferta de bens e os efeitos defasados do enfraquecimento do dólar e da política monetária [alta de juros]", afirmou o ministério.
Assim, o país deve esperar um período de crescimento mais lento no futuro mais próximo, mas com a inflação em trajetória de redução, influenciada por fatores internos e externos que afetam o consumo e a dinâmica de preços.