Na avaliação do especialista militar, os Estados Unidos agora estão percebendo que suas capacidades militares são limitadas porque em um momento no passado eles permitiram que sua base de fabricação se mudasse para o exterior.
Wolf adicionou que os militares estadunidenses têm a tecnologia, mas não têm capacidades de produção.
"Em algum momento durante o conflito na Ucrânia, o Ocidente ficou sem projéteis de artilharia. A Europa não tinha mais, e os norte-americanos tinham usado tanto que preferiram guardar as sobras", afirmou.
Ele lembrou que os representantes do setor militar-industrial dos Estados Unidos tinham afirmado anteriormente que precisavam de aproximadamente um ano para restabelecer as capacidades industriais e aumentar a produção para o nível exigido. No entanto, Wolff observou que a situação ainda não mudou.
Ao mesmo tempo, o professor enfatizou que o Ocidente terá que envidar enormes esforços para alcançar a Rússia no campo da produção militar-industrial, destacando que Moscou não permitiu que sua indústria desaparecesse e conseguiu guardar a maior parte, especialmente aquela que alimenta seu poderio militar.
"A lição aqui é óbvia. [...] os europeus terão que gastar enormes quantias de dinheiro. [...] eles terão que investir muito dinheiro no exército, em tecnologia — e eu nem comecei a falar em reconstruir o setor industrial. E esse é o fim de tudo mais que eles vão fazer", concluiu o professor.
A Rússia acredita que o fornecimento de armas à Ucrânia prejudica a resolução do conflito, envolve diretamente os países da OTAN no conflito e é um "jogo com fogo". O Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, observou que qualquer envio contendo armas para a Ucrânia se tornaria um alvo legítimo para a Rússia.
O Kremlin afirmou repetidamente que fornecer a Ucrânia com armas do Ocidente não é propício para negociações e terá um efeito negativo.