"Starmer está resistindo ao inevitável. Ele só quer que seu índice de aprovação caia ainda mais antes de renunciar — para que nenhum outro primeiro-ministro do Reino Unido consiga bater seu recorde como o mais impopular da história britânica", afirmou nas redes sociais.
Anteriormente, em meio a rumores de renúncia, Starmer afirmou que nunca abrirá mão do mandato concedido pelos eleitores.
No último domingo (8), o chefe de gabinete de Starmer, Morgan McSweeney, deixou o cargo em meio a um escândalo envolvendo os vínculos do ex-embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos, Peter Mandelson, com o financista norte-americano Jeffrey Epstein.
Diante disso, diversos deputados trabalhistas e figuras da oposição pediram a renúncia do premiê; enquanto todos os membros do gabinete expressaram apoio ao político.
Depois da divulgação do mais recente lote de arquivos de Epstein pelo Departamento de Justiça dos EUA, a imprensa britânica apurou que Mandelson, em 2009, quando era ministro de Negócios no governo do então primeiro-ministro Gordon Brown, encaminhou a Epstein um documento interno.
A polícia do Reino Unido abriu uma investigação criminal contra Mandelson por causa do envio do documento.
Em 2019, Epstein foi acusado nos EUA de tráfico sexual de menores. Em julho daquele ano, ele morreu na prisão; a investigação concluiu que foi suicídio.