Panorama internacional

Lavrov: Rússia não quer guerra com Europa, mas se necessário dará resposta 'militar em grande escala'

Nesta terça-feira (10), o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, em entrevista à mídia russa, afirmou que a Rússia não vai atacar Europa e não precisa disso, apesar das declarações dos líderes europeus sobre seus preparativos para uma eventual guerra.
Sputnik
Ao mesmo tempo, Lavrov afirmou que se a Europa de repente implementar suas ameaças de se preparar para uma guerra contra Moscou e começar a atacar a Rússia, Moscou dará resposta para conter quaisquer ameaças.
"A Rússia dará uma resposta militar de pleno direito com todos os meios disponíveis para nós de acordo com os documentos doutrinários sobre este assunto", disse Lavrov.
Lavrov acrescentou que a Europa dá declarações contraditórias. Primeiro, os líderes europeus dizem que precisam se preparar para uma suposta guerra com a Rússia, porque ela supostamente atacará em três anos.
No entanto, depois eles afirmam que a Rússia está supostamente tendo mais dificuldades no front e a economia russa está em declínio.

Posição da Rússia após término do Tratado Novo START

Na verdade, Lavrov explicou que o tratado já não tinha validade nos últimos três anos, não foi prolongado, mas foi suspenso totalmente. Isso aconteceu por causa da administração do ex-presidente dos EUA, Joe Biden, que assumiu uma posição hostil em relação à Rússia e desvalorizou o acordo.
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O chanceler russo disse que a parte russa está observando muito atentamente como o lado norte-americano vai agir agora, após a ausência formal de quaisquer restrições. Ao mesmo tempo, Moscou vai tratar essa situação com total responsabilidade e não será a primeira a dar passos em direção à escalada.

"O Tratado START estabeleceu os princípios em que se baseia: os princípios de respeito mútuo, consideração de interesses mútuos no campo da segurança e assim por diante. Tudo foi pisoteado pela administração de Joe Biden", disse.

Segunda ronda de negociações em Abu Dhabi

Pronunciando-se sobre os resultados da segunda ronda de negociações trilaterais em Abu Dhabi sobre a resolução do conflito ucraniano, Sergei Lavrov ressaltou que a parte do Ocidente e a parte ucraniana sabem com clareza o posicionamento da Rússia.
"As causas profundas [do conflito] não desaparecerão se não levarmos em conta a tarefa de eliminá-las em qualquer tratado de paz. Estamos prontos para isso", disse Lavrov.
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Além disso, o chanceler russo afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, reconheceu publicamente os interesses da Rússia de não expansão da OTAN. Nenhuma outra figura ocidental disse isso, e ele confirmou repetidamente, afirmou Lavrov. Ele avaliou esse fato como um "grande passo".
Lavrov disse que as negociações devem levar em conta o reconhecimento de territórios que ficaram sob controle russo devido a tentativas ocidentais e ucranianas de ameaçar a Rússia e exterminar pessoas que vivem lá há séculos.
Um acordo será alcançado quando os Estados Unidos forçarem sua "clientela" na Ucrânia e na Europa a "se comportar decentemente".
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