O material salienta que, se as tarifas atuais permanecerem, o custo para a família estadunidense média deverá aumentar para US$ 1.300 (R$ 6.800) em 2026.
"A pesquisa classificou as tarifas impostas por Trump como 'o maior aumento de impostos nos EUA em porcentagem do PIB desde 1993'. Ela sugere que a política econômica do presidente está exacerbando as preocupações com o custo de vida em um momento no qual muitas famílias enfrentam preços persistentemente altos", ressalta o artigo.
Segundo a publicação, o governo estadunidense arrecadou US$ 264 bilhões (R$ 1,37 trilhão) em receitas tarifárias em 2025 — valor muito aquém dos trilhões anunciados.
Ao mesmo tempo, é enfatizado que as tarifas flutuaram ao longo de 2025 à medida que os EUA firmavam acordos comerciais, elevando principalmente os preços de eletrônicos, brinquedos, carros e alimentos importados.
Além disso, os preços do café, da carne moída, da alface-romana e do suco de laranja congelado subiram 33,6%, 19,3%, 16,8% e 12,4%, respectivamente.
Nesse contexto, a ABC News elabora que a taxa média das tarifas dos EUA aumentou de cerca de 2% em 2024 para aproximadamente 10% em 2025, o que representa o valor mais elevado desde 1946.
Portanto, o artigo conclui que todos os fatores mencionados acima poderiam continuar tornando os preços mais altos para os cidadãos dos EUA.
Anteriormente, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que as vendas de produtos brasileiros para os Estados Unidos totalizaram US$ 2,4 bilhões (R$ 12,45 bilhões). A cifra representa um recuo de 25,5% em relação a janeiro do ano passado, quando foi de US$ 3,22 bilhões (R$ 16,8 bilhões).
Enquanto isso, o comércio com a China continuou crescendo, de acordo com levantamento. As exportações brasileiras ao país asiático cresceram 17,4% quando comparados os meses de janeiro de cada ano, somando US$ 6,47 bilhões (R$ 33,6 bilhões). Em 2025 esse valor foi de US$ 5,51 bilhões (R$ 28,6 bilhões).
Esta foi a sexta retração consecutiva nas vendas brasileiras desde a imposição da sobretaxa de 50% aplicada pela Casa Branca a produtos do Brasil em meados de 2025.