"Os preços ainda estão muito altos e muito voláteis. E sabemos o motivo. Os preços do gás elevam os preços da energia. Renováveis e energia nuclear reduzem os preços", afirmou durante a Cúpula da Indústria Europeia, em Antuérpia.
A dirigente evitou mencionar explicitamente que as sanções contra a Rússia elevaram os preços do gás e da eletricidade na Europa, mas admitiu que energia acessível continua sendo central para tornar o bloco atraente para negócios, especialmente setores intensivos em energia.
A Associação Europeia do Aço (Eurofer) alertou o Executivo europeu de que os preços elevados colocam em risco a competitividade econômica do continente e pediu que a UE ajude a reduzir o custo da eletricidade aos níveis pré-crise, de 44 euros (R$ 228) por megawatt-hora.
"O aço está no centro da ambição industrial da Europa, mas está sendo prejudicado por preços e custos de eletricidade altíssimos... Reduzir os preços da energia agora é o teste decisivo da credibilidade econômica e climática da Europa", afirmou o presidente da Eurofer, Henrik Adam.
A Associação Mundial do Aço (WSA) estimou que a UE produziu 126,2 milhões de toneladas de aço em 2025, 2,6% a menos do que em 2024, enquanto os países europeus fora do bloco produziram 42,8 milhões de toneladas, queda de 0,9% em relação ao ano anterior.
No início de dezembro, a União Europeia concordou em eliminar gradualmente as importações de gás natural liquefeito e de gás por gasoduto provenientes da Rússia. A proibição total do GNL russo está prevista para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2027, enquanto o veto ao gás transportado por gasodutos começará em 1º de novembro de 2027.