Panorama internacional

Irã trabalha para garantir o uso pacífico de sua tecnologia nuclear, diz chanceler iraniano

O chanceler iraniano Abbas Araghchi disse que Teerã elabora um plano para assegurar seu direito ao uso pacífico da energia nuclear, mas ressaltou que ainda não confia nos EUA após os ataques de 2025 e que não discutirá limitações ao programa de mísseis.
Sputnik
O Irã está trabalhando em uma proposta de acordo que garanta o direito ao uso pacífico da energia nuclear sem armas nucleares, afirmou o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, em entrevista à mídia russa, publicada nesta quarta-feira (11).

"Já instruí minha equipe a trabalhar em um plano ou proposta viável que possa garantir a ausência de armas nucleares e, ao mesmo tempo, assegurar o direito do Irã ao uso pacífico da tecnologia nuclear para geração de eletricidade, produção de medicamentos e agricultura", disse ele.

O ministro também afirmou que o Irã ainda não confia plenamente nos Estados Unidos após os ataques durante as negociações de 2025 e gostaria de garantir que tais incidentes não se repitam.
Em resposta a uma pergunta sobre se o Irã estaria disposto a minimizar ou reduzir seu potencial de mísseis balísticos, Araghchi disse que as autoridades iranianas "negociam apenas sobre nosso programa nuclear com os EUA". A questão dos mísseis balísticos não está sendo discutida, acrescentou.
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O ministro acrescentou ainda que o Irã não tem problemas com o povo norte-americano, mas sim com as políticas de suas autoridades, que são "hostis" em relação à República Islâmica.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou na semana passada que o sucesso das negociações com o Irã depende de decisões relativas ao alcance dos mísseis balísticos, ao programa nuclear e a outras questões.
No dia 6 de fevereiro, delegações norte-americanas e iranianas realizaram conversas sobre o programa nuclear iraniano na capital de Omã, Mascate. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que as conversas foram produtivas e que continuariam durante a semana. Ao mesmo tempo, Araghchi afirmou no domingo (8) que Teerã insiste em seu direito de enriquecer urânio, mesmo que isso leve à guerra.
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