Conforme publicado pelo UOL, Vorcaro gastou R$ 35 milhões na compra do resort. Os diálogos obtidos pela Polícia Federal envolvem o empresário e seu cunhado, Fabiano Zettel, que era o intermediário do investimento.
"Você não resolveu o aporte do fundo Tayayá? Estou em situação ruim", questiona Vorcaro a Zettel, sem citar o motivo para tal afirmação. O cunhado do banqueiro, por sua vez, responde: "Te perguntei se poderia ser semana que vem e você disse que sim".
Em outro momento, Vorcaro pressiona novamente Zettel: "Cara, me deu um put* problema. Onde tá a grana?". O cunhado do empresário responde que foram pagos R$ 20 milhões, com outros R$ 15 milhões entregues posteriormente.
Na última quinta-feira (12), Toffoli confirmou ser sócio da empresa Maridt, que vendeu participações no resort Tayayá (PR) a fundos ligados a Zettel. Segundo o ministro, a empresa é familiar, as operações foram feitas a preço de mercado, declaradas à Receita e encerradas antes de ele assumir a relatoria do caso. O ministro negou relação pessoal ou recebimento de valores dos envolvidos.
A empresa de Toffoli integrou a administração do resort até fevereiro de 2025. Poucos meses depois, o Banco Master entrou em insolvência e o ministro se tornou relator da investigação sobre as supostas fraudes na tentativa de compra do Master pelo BRB.
Horas após a declaração, os ministros da Corte se reuniram para discutir as competências de Toffoli para conduzir a relatoria do caso. Em nota assinada pelos magistrados, o grupo informou que Toffoli havia decidido deixar a relatoria, e negaram qualquer suspeição ou impedimento por parte do ministro.
Com a entrega das atas ao presidente do STF, Edson Fachin, o ministro André Mendonça foi sorteado como novo relator do caso.