Panorama internacional

Países da UE terão que contornar própria proibição para comprar gás da Rússia, diz especialista

Os países europeus não serão capazes de compensar com outras fontes o fornecimento de gás russo, cuja proibição está prevista para 2027, o que os forçará a comprar o mesmo gás da Rússia, mas por meio de países terceiros, afirmou à Sputnik Juan Antonio Aguilar, militar da reserva e diretor do Instituto Espanhol de Geopolítica.
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De acordo com uma declaração do Conselho da União Europeia (UE) publicada em janeiro, o órgão deu aprovação final para proibir as importações de GNL russo a partir de 1º de janeiro de 2027 e de gás de gasoduto russo a partir de 30 de setembro de 2027.

"A Europa precisa de gás, mas suas opções são muito limitadas. Sim, há suprimentos dos EUA, mas eles cobrem apenas parte das necessidades, e os preços são muito mais altos. Algo pode ser comprado no Oriente Médio, mas não é possível fornecer a quantidade necessária. Portanto, não haverá escolha a não ser continuar comprando gás russo", disse o interlocutor da agência.

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Ele também observou que a proibição obrigará os europeus a comprar o tão necessário gás russo não diretamente da Rússia, mas por meio de países terceiros que o adquirem da Rússia. Isso, logicamente, tornará as entregas mais caras, destacou o especialista.
"Portanto, nisto [proibição] não há nenhum sentido. É mais uma decisão estúpida da liderança europeia", salientou.
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