A publicação destaca que a datação por radiocarbono indica que ela foi enterrada entre 9290 e 8925 a.C., pouco depois que os seres humanos se reinstalaram no norte do Reino Unido, após a última era glacial.
Escavações arqueológicas na caverna.
© Foto / Martin Stables/Warburton et al., Anais da Sociedade Pré-histórica (2025)
De acordo com a reportagem, durante as escavações foram encontrados os ossos de uma menina de cerca de três anos, dos quais foi possível extrair DNA antigo.
"A análise mostra que pelo menos oito pessoas foram enterradas no local em três fases distintas. Um dos enterros é do Mesolítico Antigo, há cerca de 11.000 anos. Quatro datam do Neolítico Antigo, há cerca de 5.500 anos. Dois são da Idade do Bronze Antiga, há cerca de 4.000 anos", ressalta a revista.
Além disso, o artigo destaca que os testes genéticos mostraram que quase todos os indivíduos enterrados eram do sexo feminino.
A disposição dos restos mortais sugere enterros sucessivos, nos quais os corpos eram cuidadosamente colocados sem perturbar os anteriores.
Esse costume persistiu por milhares de anos, refletindo uma tradição estável. Os ornamentos e as ferramentas de pedra descobertos datam do Mesolítico, do Neolítico e da Idade do Bronze.
Contas perfuradas de concha da caverna de ossos de Heaning Wood.
© Foto / Martin Stables/Warburton et al., Anais da Sociedade Pré-histórica (2025)
A análise de DNA antigo mostra que houve mudanças populacionais durante esses períodos, embora as práticas de sepultamento tenham permanecido semelhantes.
Portanto, o estudo conclui que o túmulo da criança oferece evidências raras sobre a vida e as tradições funerárias de mais de 11.000 anos atrás.