O sindicato de motoristas de ônibus, Unión Tranviarios Automotor, os sindicatos de ferroviários e trabalhadores de trens e da Confederação Argentina de Trabalhadores do Transporte também confirmaram a adesão à greve.
O projeto de lei sobra a reforma trabalhista, que poderá ser debatido na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (19) ou na próxima quarta-feira (25), recebeu aprovação preliminar no Senado na última quinta-feira (12).
Milhares de sindicalistas cercaram o parlamento na quarta-feira (11), quando o debate sobre a reforma começou. A polícia de choque usou canhões de água e gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.
Um dos artigos polêmicos que modifica o sistema de licença médica e reduz o salário que os trabalhadores receberão em caso de doença ou acidente não relacionado à atividade laboral.
O projeto busca revisar os regimes de indenização por demissão para reduzir custos para as empresas e restringir o poder dos sindicatos. Propõe também flexibilizar as regras sobre férias e jornada de trabalho e permitir o pagamento de salários em moeda estrangeira.
A proposta prevê ainda possibilidade de pagamento salarial em bens ou serviços, ampliação da jornada diária para 12 horas. Sistema de "banco de horas" que permite aos funcionários trabalhar horas extras quando necessário em troca de mais tempo de descanso posteriormente, substituindo, na prática, o pagamento de horas extras.