Durante evento no Hudson Institute, Yeaw destacou que a política de dissuasão estendida dos Estados Unidos, ao oferecer proteção nuclear a seus aliados, contribui diretamente para evitar que outros países desenvolvam seus próprios arsenais atômicos.
"Às vezes não se compreende plenamente que, ao estender a dissuasão aos nossos aliados e criar esse guarda-chuva nuclear que se estende sobre eles, os Estados Unidos fazem mais pela não proliferação do que, francamente, quase qualquer outro instrumento", afirmou.
Fim do Novo START e nova fase estratégica
Yeaw também comentou o cenário após o vencimento do Novo START, tratado firmado entre Estados Unidos e Rússia para limitar ogivas nucleares estratégicas implantadas e seus sistemas de lançamento.
Segundo o subsecretário, o fim do acordo pode abrir caminho para uma "nova era de estabilidade estratégica" e de controle de armas, alinhada ao posicionamento do presidente Donald Trump em favor da redução global de arsenais nucleares.
"O presidente Trump há muito tempo defende um mundo com menos armas nucleares, e a expiração do Novo START oferece aos Estados Unidos e a outros países a oportunidade de ingressar na próxima era de estabilidade estratégica e controle de armas para alcançar esse objetivo", declarou Yeaw.
As declarações ocorrem em meio a debates sobre o futuro da arquitetura internacional de controle de armas, marcada por incertezas quanto à renovação de mecanismos bilaterais e à ampliação de acordos que envolvam outras potências nucleares.