Em dezembro de 2022, a UE proibiu o fornecimento de petróleo russo por transporte marítimo e, a partir de fevereiro de 2023, de produtos petrolíferos. As sanções causaram um choque de mercado – os preços subiram. Se, em 2021, a União Europeia comprou petróleo por 57,4 euros por barril, então em 2025 já foi por 64,3 euros.
Ao mesmo tempo, o volume das compras de petróleo da UE está diminuindo: no ano passado as aquisições totalizaram 3,3 bilhões de barris contra 3,5 bilhões em 2024 e 3,4 bilhões em 2021.
O custo das importações, por outro lado, está a aumentar: antes de as sanções estarem em vigor, os europeus importaram petróleo no valor de 193,8 bilhões de euros (R$ 1,2 trilhão) e com um volume maior, mas já em 2025, pagaram 212,3 bilhões (R$ 1,3 trilhão). Como resultado, a renda perdida em um ano foi de 22,7 bilhões de euros (R$ 140,6 bilhões).
Cumulativamente, a UE pagou 259,9 bilhões de euros (R$ 1,6 trilhão) a mais em 2022-2024 e 282,6 bilhões de euros (R$ 1,75 trilhão) desde a introdução das sanções.
Em dezembro, o comissário da UE para a energia, Dan Jorgensen, disse que a Comissão Europeia faria uma proposta no início deste ano para proibir todas as importações de petróleo russo na UE.