O especialista explica que a Ucrânia recebeu o apoio da União Europeia e espera manter-se pelo menos neste ano. O cálculo é que a Rússia supostamente não suporte economicamente o prolongamento das hostilidades, e os republicanos nos EUA sejam derrotados nas eleições parlamentares de meio de mandato.
"Não importa se esses cálculos do lado ucraniano estão errados ou não, eles definitivamente frustrarão as negociações em Genebra. As verdadeiras negociações de paz começarão quando o front entrar em colapso", escreve Pilko.
Ele adicionou que Moscou pode acelerar esse processo acabando com a indústria energética ucraniana, ou seja, "apagando" as usinas nucleares na Ucrânia, o que resultará em um colapso total da indústria militar ucraniana.
No entanto, o especialista observa que Moscou pode não dar esse passo por razões humanitárias.
"Portanto, esperamos um longo processo de negociação sem resultado final. E ele estará diretamente ligado ao que está acontecendo no campo de batalha", afirma.
Atualmente, independentemente de quais são os temas em cima da mesa em Genebra, o fato é que as posições das partes não convergem drasticamente, e por isso é pouco provável que algum resultado sobre a resolução pacífica seja alcançado agora, acredita o especialista.
Na avaliação de Pilko, um acordo no momento só é possível se uma das partes do conflito repentinamente quiser se render. A probabilidade disso também é claramente abaixo da média, concluiu o analista.
Nesta terça-feira (17), Genebra sedia as negociações trilaterais entre representantes oficiais de Rússia, EUA e Ucrânia sobre a resolução do conflito ucraniano.
O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, confirmou no dia 13 de fevereiro que a discussão sobre a solução para a Ucrânia continuaria nos dias 17 e 18 de fevereiro. A delegação russa em Genebra é chefiada pelo assessor do presidente russo Vladimir Medinsky.