De acordo com a informação divulgada, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estuda alternativas para organizar o retorno da Petrobras à Venezuela, inclusive a possibilidade de converter dívidas do país vizinho com o Brasil em ativos no setor de petróleo e gás.
Trata-se da dívida de US$ 1,8 bilhão (R$ 9,37 bilhões) que não foi paga por Caracas após financiamentos prestados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), nos últimos dez anos.
"Diante das perspectivas consideradas remotas de quitação no curto prazo, integrantes do governo avaliam a troca do passivo por participações acionárias em ativos estratégicos no setor energético venezuelano", lê-se no texto da publicação.
Citando outras fontes, a agência reporta que o presidente Lula deve discutir esse tema com o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, em uma reunião planejada para março.
Em particular, o objetivo é buscar o aval norte-americano para que a estatal brasileira retome atividades de exploração e produção em território venezuelano após o sequestro de Nicolás Maduro pelas autoridades dos Estados Unidos no mês passado.
Entre as principais áreas aonde o interesse da Petrobras será direcionado estão a produção de petróleo mais leve no lago Maracaibo, a produção de petróleo mais pesado na bacia do Orinoco, bem como a restauração das refinarias venezuelanas atualmente em estado de deterioração.
A Petrobras reduziu significativamente sua presença internacional durante as gestões dos ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), quando promoveu a venda de ativos no exterior.
No primeiro mandato de Lula, a companhia retomou a estratégia de internacionalização e enviou equipes técnicas para avaliar oportunidades em países como Venezuela, Suriname, Guiana, Colômbia, Namíbia e Angola entre 2023 e 2024.