A publicação destaca que as consequências dos ataques dos EUA em território iraniano não se limitariam geograficamente.
"A arquitetura dissuasória de Teerã é deliberadamente externalizada por meio de milícias aliadas e organizações parceiras. A pressão retaliatória surgiria rapidamente por esses canais, e não de maneira sequencial", ressalta o texto.
Segundo a matéria, as bases militares norte-americanas na região enfrentariam novas ameaças de ataque.
Nesse contexto, a revista especifica que o Hezbollah poderia mobilizar suas forças remanescentes para intensificar os confrontos na fronteira norte de Israel.
Por sua vez, os houthis poderiam retomar as perturbações marítimas caso o conflito se alastrasse, ampliando o campo de batalha muito além das fronteiras do Irã.
"Gerenciar essa escalada exigiria uma presença norte-americana sustentada. As zonas de patrulha naval seriam ampliadas. Os recursos de defesa aérea precisariam ser reforçados [...]. Uma campanha de ataques se transformaria em um fardo duradouro para a gestão da segurança regional", acrescenta o artigo.
Ao mesmo tempo, é apontado que a geografia do Irã faz com que qualquer conflito se espalhe para além das esferas puramente militares.
Mesmo pequenas perturbações no transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz provocariam oscilações nos preços, e interferências mais graves desencadeariam rapidamente choques econômicos generalizados.
As perturbações energéticas ultrapassam em muito as fronteiras regionais, repercutindo na inflação, pressionando os orçamentos dos aliados e remodelando as fontes de receita globais.
Portanto, o artigo conclui que os Estados Unidos não sairiam do conflito em uma situação de tranquilidade estratégica, mas em um cenário regional mais volátil, sobreposto a uma competição global já intensa.
Anteriormente, o portal EurAsian Times escreveu que, apesar do poder militar combinado dos EUA e de Israel, o Irã continua sendo um alvo extremamente difícil de conquistar.
Segundo a publicação, uma invasão ao Irã corre o risco de se transformar em outro conflito prolongado e custoso para os EUA, semelhante à guerra do Iraque.
O texto acrescentou que o arsenal de mísseis balísticos do Irã é estimado entre 2.500 e 3.000 unidades, e Teerã está fabricando centenas a mais a cada mês. Nesse contexto, a publicação sublinha que o Irã também atualizou seus mísseis desde o conflito com Israel de junho de 2025.