A revista aponta que o helicóptero Mi-28, no qual será instalado o Khrizantema-M, estabeleceu novos padrões de segurança para a tripulação, com uma cabine de titânio e vidro blindado projetada para resistir a impactos de projéteis de 20 mm.
"Apesar da blindagem pesada, os helicópteros são excepcionalmente ágeis, com ângulo de rotação de até 70°, em comparação com 45° a 60° do modelo soviético anterior, o Mi-24, que eles foram projetados para substituir. A capacidade do Mi-28 de suportar um fator de carga vertical de 2,8 G, contra 1,8 G do Mi-24, permite curvas mais fechadas", ressalta a matéria.
Segundo a publicação, as capacidades de voo únicas do Mi-28 permitem que ele realize manobras acrobáticas, como loopings, e confunda as defesas antiaéreas ao voar lateralmente e para trás a alta velocidade.
O Mi-28, juntamente com o Ka-52 naval, é um dos poucos projetos modernos de helicópteros de ataque, sendo o Mi-24, o Mi-35 e o Apache estadunidense plataformas da era da Guerra Fria.
Apesar de possuir uma blindagem mais pesada que a do Apache, o Mi-28 transporta mais armamentos, sendo também mais rápido e manobrável.
"[Mi-28] pode transportar até 16 mísseis antitanque e possui um radar de ondas milimétricas no topo do mastro do rotor, semelhante ao Longbow do Apache, que permite detectar e rastrear alvos em todas as condições climáticas. Seus sensores secundários incluem um sistema de infravermelho frontal, uma câmera de TV de baixa luminosidade e um telêmetro a laser", acrescenta a revista.
Ao mesmo tempo, o material conclui que, além dos extensos testes de combate na Ucrânia, as aeronaves também foram utilizadas em operações de contraterrorismo na Síria.
Anteriormente, a Military Watch escreveu que Moscou mantém ampla vantagem aérea e de artilharia em comparação com o Exército ucraniano. Segundo o texto, a Rússia está constantemente ampliando as capacidades produtivas e operacionais no setor militar-industrial.