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Terra barata no Brasil 'puxa o tapete' dos EUA e redefine hegemonia global de alimentos, diz mídia

A terra agrícola barata e acessível no Brasil está minando o domínio tradicional dos EUA no comércio agrícola mundial, escreve o portal Farm Progress.
Sputnik
O portal destaca que, enquanto as grandes fazendas norte-americanas abrangem milhares de hectares, as brasileiras cobrem dezenas de milhares, pois o dinheiro rende muito mais no Brasil.
Segundo o material, os terrenos em Iowa custam cerca de US$ 20.000 (R$ 103.517) por acre, enquanto no Brasil, as terras agrícolas desenvolvidas custam metade desse valor, e os não urbanizados, apenas cerca de US$ 3.000 (R$ 15.530).

"O valor cada vez mais elevado das terras agrícolas nos Estados Unidos […] contribui para uma mudança global na produção agrícola rumo a mercados mais baratos. Essa disparidade econômica está remodelando a produção mundial de alimentos", ressalta a publicação.

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Nesse contexto, o artigo aponta que, em cerca de 23 anos, a produção de soja do Brasil aumentou de aproximadamente 35 milhões para pelo menos 180 milhões de toneladas métricas, um crescimento de cerca de 500%.
O Brasil ultrapassou os Estados Unidos na produção de soja em 2017 e permanece na liderança desde então, respondendo atualmente por cerca de 40% da produção global.
Além disso, destaca-se que a expansão do mercado brasileiro no setor agrícola deve continuar no futuro.
Portanto, essa dinâmica beneficia compradores internacionais, como a China, responsável por cerca de 60% do comércio global de soja.
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"O aumento da capacidade produtiva de soja no Brasil permite que a China escolha origens mais baratas e de melhor qualidade, criando uma vantagem geopolítica", acrescenta o portal.

O artigo conclui que o aumento dos preços das terras agrícolas e a crescente concorrência global de potências agrícolas, como o Brasil, estão forçando a agricultura norte-americana a enfrentar um momento crítico.
Anteriormente, a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) relatou que as exportações brasileiras atingiram recorde histórico em 2025. Assim, somaram US$ 348,7 bilhões (R$ 1,87 trilhão), superando em US$ 9 bilhões (R$ 48 bilhões) o recorde anterior, de 2023.
Na comparação com 2024, o aumento foi de 3,5%, em 2025. Em volume, o crescimento foi de 5,7%. Esse último percentual é mais que o dobro do previsto pela Organização Mundial do Comércio (OMC) para o crescimento global em 2025, de 2,4%.
Ainda segundo a pasta, mais de 40 mercados registraram recorde de compras de produtos brasileiros em 2025, com destaque para Canadá, Índia, Turquia, Paraguai, Uruguai, Suíça, Paquistão e Noruega.
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