O portal destaca que a descoberta, confirmada pelo Ministério da Cultura do Panamá, lança luz sobre o poder, os rituais e a estrutura social das sociedades pré-hispânicas na América Central.
Túmulo real com 1.000 anos repleto de ouro descoberto em El Cano, no Panamá.
© Foto / Ministério da Cultura do Panamá
"A tumba recém-escavada, localizada no distrito de Natá de los Caballeros, cerca de 200 km a sudoeste da Cidade do Panamá, contém vários restos mortais humanos acompanhados por elaborados ornamentos de ouro e cerâmicas finamente trabalhadas", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, as autoridades do Panamá consideram a descoberta um grande avanço para a arqueologia panamenha e para o estudo das culturas pré-hispânicas na América Central.
Além disso, é enfatizado que o túmulo central era de um indivíduo de alto status, e estava acompanhado por outros indivíduos sepultados no local e uma abundância de oferendas rituais.
Entre os artefatos, havia ornamentos de ouro finamente trabalhados e decorados com motivos animais de significado simbólico nas tradições locais.
Entre as peças encontradas, destaca-se um impressionante conjunto funerário de ouro.
© Foto / Ministério da Cultura do Panamá
A riqueza e a diversidade dos objetos encontrados no túmulo indicam a existência de uma hierarquia social e de redes de intercâmbio ativas entre as comunidades regionais.
As semelhanças entre esses artefatos e materiais de sítios vizinhos sugerem uma tradição cultural compartilhada.
Túmulo real com 1.000 anos repleto de ouro descoberto em El Cano, no Panamá.
© Foto / Ministério da Cultura do Panamá
Dessa forma, o artigo conclui que essas descobertas fornecem novos insights sobre a formação de sistemas políticos complexos e a ascensão da autoridade tribal no antigo Panamá.