Anteriormente, o presidente norte-americano Donald Trump declarou que uma "enorme armada" seguia em direção ao Irã e afirmou esperar que Teerã concorde em negociar um acordo "justo e equilibrado", que inclua a renúncia total a armas nucleares. Por sua vez, o chanceler iraniano Abbas Araghchi reiterou no início do mês que o país insiste em seu direito de enriquecer urânio, mesmo que isso leve a um conflito.
Segundo o Financial Times, os EUA já mantinham cerca de cinco alas aéreas distribuídas em bases na Jordânia, Kuwait, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Posteriormente, foram adicionadas mais duas alas aéreas embarcadas nos porta-aviões USS Abraham Lincoln e USS Gerald R. Ford.
Com base em dados da Universidade de Tel Aviv, o jornal informou que a base aérea Muwaffaq Salti, na Jordânia, abriga ao menos 66 caças, incluindo 18 F-35, 17 F-15, oito A-10, além de aeronaves de guerra eletrônica EA-18 e aviões de transporte. Imagens de satélite também indicam aumento no número de caças estacionados em bases na Arábia Saudita.
No total, a armada naval reúne 16 navios de combate e dois navios de apoio, enquanto aproximadamente 40 mil militares estão posicionados em bases e no mar na região, segundo o jornal.
Irã preparado para qualquer cenário
Já o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país preparado para qualquer desdobramento diante das negociações com os Estados Unidos, apesar dos sinais encorajadores na rodada mais recente de conversas.
"O Irã está comprometido com a paz e a estabilidade na região. As negociações recentes envolveram a troca de propostas práticas e geraram sinais encorajadores. No entanto, continuamos a monitorar de perto as ações dos Estados Unidos e fizemos todos os preparativos necessários para qualquer cenário potencial", escreveu Pezeshkian na rede X.