Entre os séculos XVII e XVIII, centenas de toneladas de ouro foram extraídas do Brasil e enviadas à metrópole, ajudando a erguer edifícios, como o Palácio Nacional de Mafra, e fortalecendo a economia portuguesa em plena expansão europeia. Ao mesmo tempo, o sistema escravocrata consolidou uma estrutura social e econômica cujos impactos ainda moldam desigualdades no Brasil contemporâneo. É possível transformar séculos de escravidão em números econômicos concretos? Pedido de desculpas é suficiente ou reparação exige medidas práticas? Qual a estimativa do valor devido ao Brasil? Para comentar o tema, Melina Saad convida o analista internacional Paulo Martires; Carlos Ziller, professor de história da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e Cesar de Miranda e Lemos, professor de história do Brasil do Instituto de História da UFRJ e coordenador do Laboratório Ateliê de História Indígena e Minorias (Labhim). Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.