Sefa destacou que o objetivo de Washington pode ser realizar ataques aéreos e marítimos contra o Irã.
"Não espero que os EUA realizem uma operação terrestre contra o Irã, como fizeram no Iraque", ressaltou.
Segundo ele, a estratégia dos Estados Unidos pode consistir em lançar ataques aéreos e marítimos para enfraquecer o Irã e reforçar sua posição nas negociações.
Nesse contexto, Sefa sugeriu que, assim, Washington poderia tentar resolver questões relacionadas aos termos de futuros acordos e ao controle do fornecimento de petróleo pelo estreito de Ormuz.
Além disso, o especialista salientou que o desenvolvimento futuro da situação dependerá, em grande parte, da reação internacional, em particular da posição da China. Na visão dele, a possibilidade de expansão do conflito e sua saída dos limites regionais depende da capacidade dos EUA de garantir o apoio ou a neutralidade da China.
Por fim, ele concluiu que uma invasão terrestre direta exigiria recursos muito maiores e teria consequências geopolíticas sérias, enquanto ataques limitados permitem manter o controle da escalada.
Na quinta-feira (19), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que está disposto a dar ao Irã, no máximo, 15 dias para fechar um acordo com Washington.
No contexto do envio contínuo de militares e equipamentos norte-americanos para o Oriente Médio, Trump também observou que os EUA chegarão a um acordo com o Irã "de uma forma ou de outra". Ao responder a uma pergunta sobre a possibilidade de realizar ataques limitados contra o Irã, ele afirmou que está considerando essa opção.