O canal aponta que as tarifas representam um fardo mais pesado para o poder de compra de milhões de cidadãos norte-americanos.
"Trump continua convencido de que as tarifas desencadearão prosperidade em expansão, mesmo que o resultado mais provável seja um aumento do peso dos custos sobre milhões de eleitores norte-americanos", ressalta a publicação.
Segundo a reportagem, a recusa de Trump em abandonar a ideia de impor tarifas vai gerar o risco de ataques políticos de seus rivais do Partido Democrata, bem como minar as posições do Partido Republicano.
Além disso, o artigo destaca que os dados mostram um déficit comercial estável e uma diminuição dos empregos na indústria de transformação como resultado do tarifaço.
Ao mesmo tempo, enfatiza-se que Trump tem utilizado tarifas de maneira mais agressiva do que qualquer outro presidente moderno, aplicando-as não apenas na área econômica, mas também como forma de punir nações que o contrariam.
Dessa forma, o Brasil foi atingido por uma tarifa de 50% por investigar seu aliado, o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, por interferência eleitoral. Trump tem como alvo países cujos líderes não lhe demonstram o devido respeito, refletindo sua mentalidade direta e negociadora.
No entanto, a emissora conclui que essa abordagem enfrenta obstáculos crescentes, já que os críticos argumentam que as tarifas causam danos substanciais, proporcionando ganhos mínimos.
Anteriormente, o jornal The Guardian escreveu que as tarifas de Trump correm o risco de prejudicar as esperanças de cortes significativos nas taxas de juros neste ano.
Segundo a publicação, com o aumento promovido por Trump para uma tarifa global de 15%, a taxa tarifária efetiva voltará a subir para 14,5% nos próximos 150 dias, um pouco acima do nível anterior à decisão da Suprema Corte de revogar as tarifas recíprocas.
É destacado que essa política corre o risco de provocar uma recessão e minar as esperanças de uma rápida recuperação da economia norte-americana.