Respondendo à pergunta de jornalistas sobre a reação do Irã a um possível "ataque limitado" dos EUA, o representante oficial da chancelaria iraniana afirmou que tal conceito não pode existir separadamente, porque definitivamente se refere a um ato de agressão.
"Acho que não existe tal conceito de ataque limitado. Um ato de agressão continuará sendo um ato de agressão. Qualquer Estado reagirá a um ato de agressão, assumindo isso [medidas retaliatórias] como um direito inalienável de legítima defesa", afirmou Bagai.
Comentando as conversações com Washington, Bagai enfatizou que os principais pontos de um possível acordo sobre o programa nuclear iraniano serão o levantamento das sanções anti-iranianas, bem como a construção de confiança nas atividades nucleares do Irã e no fato de que elas nunca serão de natureza militar.
Ao mesmo tempo, o diplomata enfatizou que uma agressão norte-americana contra o Irã excluiria a possibilidade de negociações.
"Parece razoável ser submetido à agressão e continuar negociando? Acho que eles [negociações e agressões] são coisas mutuamente excludentes", disse Bagai.
Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, respondendo a uma pergunta sobre se ele planeja lançar ataques limitados contra o Irã, disse que estava considerando tal possibilidade.