A mídia destaca que o Su-57 foi escolhido como solução provisória até que a aeronave de combate média avançada, o caça de quinta geração desenvolvido pela Índia, esteja em operação, o que deve levar cerca de dez anos.
Ao mesmo tempo, é apontado que Nova Deli não considera como opção a compra do concorrente norte-americano do Su-57, o F-35.
"A opção norte-americana de um caça de quinta geração, o F-35, não está sendo considerada porque a Índia teme restrições dos EUA à operação desse tipo de aeronave. Entre essas restrições, poderia estar a impossibilidade de integração de armas indianas a bordo", ressalta o artigo.
Por conta disso, o texto salienta que a frota de caças Su-30MKI da Força Aérea Indiana integrou com sucesso os mísseis BrahMos, tornando desnecessária a aquisição de armamentos caros de nações ocidentais.
A publicação lembra que as restrições impostas por Washington aos caças F-16 do Paquistão exigem que cada missão seja monitorada pelos Estados Unidos, com engenheiros norte-americanos estacionados nas bases aéreas paquistanesas, mesmo para manutenção de rotina.
Enquanto isso, a reportagem enfatiza que o Su-57 não tem esse problema e pode ser integrado à frota de caças indiana da melhor forma.
"Outro ponto a favor da oferta russa é a semelhança entre a manutenção do Su-57 e a do Su-30MKI."
Portanto, a reportagem conclui que todos os fatores mencionados acima significam que a compra do Su-57 em vez do F-35 será a melhor opção para a defesa indiana.
Anteriormente, a revista Military Watch informou que os caças russos Su-57 e Su-35 continuam atraindo grande interesse de potenciais compradores ao redor do mundo.
Segundo a publicação, apesar das tentativas do Ocidente de restringir a exportação de caças russos, cada vez mais países, incluindo a Indonésia, têm conseguido proteger suas economias com sucesso das sanções, ampliando assim o círculo de potenciais compradores.