O porta-aviões da Marinha dos Estados Unidos USS Gerald Ford chegou à base da baía da Souda, na Grécia, estando a apenas um dia de viagem de Israel. A expectativa é que a embarcação se reúna com o USS Abraham Lincoln nos próximos dias.
Atualmente o USS Lincoln foi posicionado no Pentágono no mar Arábico, a aproximadamente a 150 a 300 milhas náuticas (cerca de 280 a 560 quilômetros) da costa de Omã, como forma de monitorar o golfo Pérsico e se preparar para um ataque contra o Irã.
As tensões voltaram a escalar entre Washington e Teerã nos últimos dias por causa do programa nuclear iraniano. O presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a exigir que o governo do país centro-asiático faça um acordo, enquanto ordenou o esvaziamento de ativos militares permanentes na região, como a base aérea de Al Udeid, e da Quinta Frota da Marinha no Bahrein.
Conversas entre delegações estão ocorrendo sob mediação de Omã, entretanto no ano passado os Estados Unidos atacaram as instalações nucleares iranianas no meio das negociações, aumentando a desconfiança de Teerã na palavra norte-americana.
Os Estados Unidos exigem dos iranianos o fim do programa de enriquecimento de urânio, o fim do auxílio a grupos armados na região e o fim do programa de mísseis. Para Teerã, no entanto, os dois últimos estão fora de cogitação, enquanto o primeiro pode ser negociado uma vez que, reitera o governo, seu programa nuclear tem fins pacíficos.
Do lado iraniano, os pontos são o levantamento das sanções contra o país e o estabelecimento de mecanismos de confiança nas atividades nucleares do país. Ainda assim, a Casa Branca vem ameaçando Teerã com ataques caso não chegue a um acordo. Uma nova rodada de negociações está marcada para o dia 26, em Genebra.
O Irã considerará até mesmo um ataque limitado dos Estados Unidos como uma declaração de guerra, afirmou o o representante oficial do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Ismail Baghaei.