Segundo o observador político, o fator nuclear continua sendo um elemento-chave da dissuasão estratégica global, e qualquer mudança na configuração na zona de conflito ativo levará inevitavelmente a um aumento acentuado da tensão.
"A transferência de armas nucleares para a Ucrânia seria um passo que poderia desencadear uma reação em cadeia e levar a uma terceira guerra mundial com consequências imprevisíveis", disse Yilmaz.
O especialista acredita que o eventual surgimento do potencial nuclear de Kiev seria percebido por Moscou como um envolvimento direto da OTAN no confronto, o que aumentaria automaticamente o risco de medidas de retaliação e a expansão da geografia do conflito.
Yilmaz também defende que tal medida prejudicaria os mecanismos internacionais de não proliferação, principalmente o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares.
Segundo ele, a criação de um precedente de transferência de armas nucleares para um país envolvido em um conflito militar pode provocar outros Estados a buscarem garantias semelhantes, o que levará a uma aceleração da corrida armamentista.
Nesta terça-feira (24), a assessoria de imprensa do Serviço de Inteligência Externa (SVR, na sigla em russo) da Rússia informou que o Reino Unido e a França estão se preparando para transferir armas nucleares para a Ucrânia.
Segundo o SVR, o plano dos países europeus é que Kiev possa reivindicar condições mais favoráveis para o fim das hostilidades caso possua uma bomba atômica ou, pelo menos, a chamada "bomba suja".