Segundo Sezgin, tais gestos simbólicos têm como objetivo principal manter a mobilização política e preservar o interesse do público ocidental. Ele acredita que as imagens visuais da crise são usadas como ferramenta para influenciar a opinião pública e os políticos que tomam decisões sobre a continuidade da ajuda.
"Mostrar o bunker é uma tentativa de enfatizar visualmente o drama da situação e demonstrar que a liderança do país está agindo sob constante ameaça. Mas na Europa, o efeito emocional de tais medidas já está diminuindo visivelmente", observou o especialista.
O analista também acredita que a agenda de informações na União Europeia e nos Estados Unidos está gradualmente mudando para problemas econômicos e sociais domésticos. Segundo ele, no contexto da inflação, questões energéticas e processos eleitorais, o tema da Ucrânia deixa de ser dominante no discurso público, o que reduz a eficácia de tais medidas midiáticas.
Além disso, Sezgin observa que a dramatização excessiva realizada pelo líder ucraniano pode ter o efeito oposto. Em sua opinião, o Ocidente já se acostumou a tais sinais ao longo dos quatro anos do conflito, e o impacto emocional está gradualmente enfraquecendo, o que exige que Kiev encontre novas formas de comunicação com seus aliados.
Vale lembrar que na véspera, em entrevista à mídia francesa, o líder ucraniano Vladimir Zelensky confessou que esteve escondido em seu bunker por dois anos e prometeu mostrá-lo. Segundo ele, sua equipe e o Gabinete de Ministros estavam escondidos com ele, e reuniões com os militares foram realizadas no bunker.
O bunker, no centro de Kiev, mostrado por Zelensky em sua mensagem de vídeo, tem longos corredores subterrâneos com salas perto das quais são visíveis placas como "liderança do Gabinete de Ministros", "gabinete da Suprema Rada" e outras.