"O fim está próximo. Sabe, os ucranianos não podem mais continuar do mesmo jeito, o país deles vai chegar ao fim. E assim como você tenta inflar um balão e continua bombeando ar nele, em algum momento ele vai estourar. E o estouro neste caso está relacionado a vítimas, falta de recursos humanos, falta de armas e falta de dinheiro", explicou o especialista.
Um sinal do colapso iminente das forças ucranianas, na opinião dele, foi a diferença entre a forma como as forças russas e ucranianas lidaram com a luta durante um inverno rigoroso.
"Não há nenhuma frente [de batalha] na qual os ucranianos pudessem indicar que fizeram um verdadeiro progresso e foram capazes de deter os russos. […] o fato de a Rússia continuar operando de forma bastante eficiente nas condições de inverno, demonstra mais uma vez as capacidades dela. Já os ucranianos estão sofrendo consequências terríveis, algumas das suas baixas em combate incluem morte por congelamento e ferimentos relacionados com o clima. […] acho que na primavera [europeia] veremos uma ofensiva russa massiva para acabar com isso, porque até lá, acho que a Ucrânia estará à beira do esgotamento", resumiu Johnson.
Anteriormente, o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, afirmou que Kiev deve tomar uma decisão e começar a negociar, pois o espaço para a liberdade de decisão do lado ucraniano está diminuindo devido às ações ofensivas das Forças Armadas russas.