As duas peças são originárias da Bacia do Araripe, no Ceará, na divisa dos estados do Ceará, de Pernambuco e do Piauí e foram retiradas do Brasil há mais de 30 anos. Agora, elas ficarão expostas no Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens, vinculado à Universidade Regional do Cariri (CE).
O fóssil de crustáceo "Martinsestheria codoensis" estava na Universidad Nacional del Nordeste (UNNE), na Argentina. Em dezembro de 2025, após movimentações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Ministério das Relações Exteriores (MRE) e da Procuradoria-Geral da República (PGR), a peça foi entregue à Embaixada do Brasil em Buenos Aires.
Já o fóssil de peixe "Vinctifer comptoni' foi apreendido na Itália, em 2024, e entregue aos cuidados da Embaixada do Brasil em Roma. Essa espécie de peixe, de acordo com o MCTI, viveu há aproximadamente 113 milhões de anos e está completamente extinta. Com corpo alongado, tinha escamas retas e média de 5 a 90 centímetros.
Durante a cerimônia, o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes), do MCTI, Inácio Arruda, falou da importância desse tipo de repatriação para estudos e exposições:
"É um debate central sobre uma questão tão importante como a vida e seus conhecimentos, mas também para a popularização da ciência que é tão importante para o MCTI", declarou.
O secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do MRE, embaixador Laudemar Aguiar, destacou que a devolução das peças evidencia a confiança entre Estados e "valoriza a ciência brasileira e reconhece o direito das comunidades de origem à preservação e aproveitamento do seu patrimônio", acrescentou.