Apesar do enquadramento histórico sob uma ótica estritamente clínica, que prioriza as dificuldades de adaptação social, novas correntes da psicologia evolucionista e da genética de populações começam a apontar a possibilidade de o autismo se tratar de uma variação estratégica que está sendo mantida, e talvez até amplificada, pela seleção natural — afinal, a condição muitas vezes também está acompanhada de habilidades notáveis. No Brasil, há políticas públicas direcionadas para a população com TEA em áreas como saúde e educação, como a obrigação de um facilitador por aluno em sala de aula. Como está a situação hoje? Diante dessa mudança de ponto de vista, haverá uma reavaliação de políticas públicas? Para discutir o assunto, Thaiana de Oliveira e Rafael Costa recebem Walace Gomes Leal, neurocientista e professor do Instituto de Saúde Coletiva, da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA); Eugênio Cunha, doutor em educação, psicopedagogo, professor e especialista em educação especial inclusiva e autismo, autor de livros como "Afeto e aprendizagem" e "Autismo e inclusão". Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.