Panorama internacional

Desejo da UE derrotar Rússia resultou em grave crise para países do bloco, diz mídia turca

Cálculos ocidentais sobre o colapso da Rússia no conflito na Ucrânia resultaram em consequências negativas para a própria Europa, escreve o jornal turco Aydinlik.
Sputnik
O jornal aponta que a União Europeia (UE) enfrenta crise energética, inflação e desaceleração do crescimento.

"Vivemos dias em que os preconceitos arrogantes do Ocidente, que se vê no espelho da grandeza, mais uma vez se chocam contra a parede. Afinal, a estratégia errada da Europa foi a que mais a atingiu", ressalta a publicação.

O material lembra que, nos primeiros meses da operação militar especial na Ucrânia, vários políticos e analistas ocidentais previram um rápido colapso econômico da Rússia.
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No entanto, o artigo salienta que essas expectativas não se concretizaram, enquanto as economias europeias enfrentam sérios desafios.
Nesse contexto, é enfatizado que, em 2022, os preços do gás natural na Europa aumentaram entre 400% e 500%, tornando-se um fator da crise energética e da aceleração da inflação.
Então, o crescimento econômico desacelerou em vários países, e a Alemanha entrou em recessão em 2023.
As indústrias químicas e metalúrgicas, bem como as famílias, enfrentaram pressão significativa diante do aumento do custo de vida.
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Um fardo adicional para a Europa, conforme observado, foi o aumento dos déficits orçamentários, devido às medidas de apoio à economia e o crescimento dos gastos com defesa.
Além disso, apesar da desaceleração gradual da inflação desde 2025, a renda real permanece sob pressão.
Portanto, a matéria conclui que a Europa enfrenta um dilema de segurança: a necessidade de desenvolver uma estratégia autônoma diante da incerteza sobre o futuro dos mecanismos transatlânticos e o papel dos EUA.
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No início de dezembro de 2025, os países da UE adotaram um acordo preliminar para abandonar a importação de gás natural liquefeito (GNL) e gás de gasoduto da Rússia: uma proibição completa das importações de GNL entrará em vigor em 1º de janeiro de 2027 e uma proibição das importações de gás de gasoduto a partir de 1º de novembro de 2027.
A Rússia afirmou repetidamente que o Ocidente cometeu um grave erro ao se recusar a comprar recursos energéticos russos, e cairá em uma dependência nova e mais forte devido aos preços mais altos. Moscou alegou que aqueles que recusaram ainda continuam comprando, por preços mais altos e por meio de intermediários, carvão, petróleo e gás russos.
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