Ambos os governos do Paquistão e do Afeganistão confirmaram, nesta quinta-feira (26), que houve confrontos em diversos pontos da fronteira dos dois países. Segundo o governo afegão, pelo menos 40 militares paquistaneses morreram nas operações.
"Cerca de 40 soldados inimigos foram abatidos na área da província de Kunar. Os corpos de 13 deles foram retirados pelos mujahideen", escreveu o porta-voz do líder supremo do país, Zabihullah Mujahid, nas redes sociais.
Já o Ministério da Informação e Radiodifusão do Paquistão declarou que rebateu ataques "de forma imediata e eficaz" na província de Caiber Paquetuncuá, onde as forças afegãs sofreram "pesadas baixas e vários postos e equipamentos destruídos".
De acordo com o canal de televisão paquistanês Geo News, citando fontes, pelo menos 22 combatentes afegãos foram mortos nos confrontos.
A do Afeganistão ocorre em resposta ao bombardeio das províncias de Nangarhar and Paktika pela Força Aérea do Paquistão na semana passada, que matou dezenas de civis, incluindo mulheres e crianças.
Em 22 de fevereiro, o Paquistão lançou ataques aéreos na fronteira afegã contra campos e esconderijos pertencentes ao grupo Tehrik-i-Taliban Pakistan, conhecido como Talibã paquistanês. O ataque aéreo foi realizado pelo Exército paquistanês durante o mês do Ramadã, sagrado para os muçulmanos de todo o mundo.
Esse não é o primeiro confronto entre os dois países após a tomada de poder do Talibã em Cabul. Em outubro ano passado também foram registrado confrontos entre os dois países devido as ações do Talibã paquistanês.
O grupo, que age na fronteira entre os dois países, área de maioria étnica pashto, não é afiliado ao Talibã afeganistão. No entanto, para Islamabad Cabul não faz o suficiente para impedir que o grupo opere dentro das fronteiras afegãs.