Pelo menos 15 pessoas morreram e outras 30 ficaram feridas após o acidente. Já o diretor do Corpo de Bombeiros local, Pavel Tovar, afirmou que sete dos oito membros da tripulação do avião que caiu na Bolívia sobreviveram e foram encaminhados a hospitais, e um segue desaparecido.
De acordo com os jornais El Deber, o acidente ocorreu por volta das 18h no horário local (19h em Brasília), quando o avião saiu da pista durante o pouso no aeroporto de El Alto. A aeronave teria atingido áreas próximas à pista e colidido com veículos que trafegavam por uma via movimentada da região.
Segundo as autoridades, o avião transportava cédulas recém-impressas do Banco Central destinadas a outras regiões do país. Parte do dinheiro ficou espalhada nas imediações do aeroporto, e vídeos publicados online mostram pessoas recolhendo notas, o que teria dificultado temporariamente o trabalho das equipes de resgate.
Após o acidente, pousos e decolagens no aeroporto foram suspensos temporariamente pelas autoridades.
Imagens divulgadas pela imprensa boliviana mostram a aeronave destruída e equipes de emergência atuando no controle do fogo e no isolamento da área. As causas do acidente ainda não foram informadas oficialmente.
O Lockheed C-130 Hércules é um avião militar de transporte utilizado por mais de 60 países. No Brasil, o modelo foi operado pela Força Aérea Brasileira até 2024.
Banco Central recomenda que bolivianos devolvam dinheiro
O Banco Central da Bolívia recomendou que a população entregue às instituições financeiras as cédulas recolhidas no local da queda do avião militar, informou o presidente da instituição, David Espinoza.
"A aeronave transportava cédulas que deveriam ser depositadas no Banco Central da Bolívia antes de entrarem em circulação. Como essa etapa não foi concluída, esse dinheiro não tem validade", afirmou Espinoza em entrevista ao canal Unitel.
Após o acidente, pessoas passaram a recolher as notas espalhadas e a polícia utilizou gás para dispersar a multidão, mas, segundo relatos, as pessoas retornavam ao local repetidamente.
"Recomendamos enfaticamente que todos que estejam com essas cédulas as entreguem às instituições financeiras, pois os números de série serão identificados. Trata-se de um ato ilegal", declarou Espinoza.