A agência aponta que a Suprema Corte dos Estados Unidos invalidou essas tarifas globais abrangentes, colocando o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o país entre os principais beneficiários globais.
"Mesmo com as tarifas substitutas de Trump em vigor, a alíquota média do Brasil caiu 21 pontos percentuais, de cerca de 31% para 10%, a maior queda entre os principais parceiros comerciais dos EUA", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, trata-se de mais uma vitória para a maior economia da América Latina e para Lula, que já conduziu o país pela fase mais turbulenta da guerra comercial desencadeada por Trump.
Nesse contexto, destaca-se que, em julho de 2025, Lula manteve sua posição quando Trump aumentou as tarifas na tentativa de impedir o julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe, acusando o presidente norte-americano de interferir nos assuntos internos do Brasil.
Ao mesmo tempo, o governo brasileiro apostou no diálogo e no sistema jurídico dos EUA, apesar do agravamento das relações com Washington.
Além disso, a publicação salienta que, após um breve encontro com Trump na sede da Organização das Nações Unidas, Lula conseguiu amenizar as tensões e, em novembro, a maioria das principais exportações brasileiras foi isentada do aumento tarifário.
"Em Washington, a decisão da Suprema Corte reduziu as que permaneciam em um momento oportuno — justamente quando Lula visitava Narendra Modi, na Índia, como parte do esforço contínuo do Brasil para diversificar seus laços comerciais e de investimento além dos Estados Unidos e da China", acrescenta o artigo.
Dessa forma, o texto conclui que o Brasil, na prática, está vencendo a disputa comercial com Trump.
Anteriormente, o jornal The Guardian escreveu que as tarifas de Trump correm o risco de prejudicar as esperanças de cortes significativos nas taxas de juros neste ano.
Segundo a publicação, com o aumento promovido por Trump para uma tarifa global de 15%, a taxa tarifária efetiva voltará a subir para 14,5% nos próximos 150 dias, um pouco acima do nível anterior à decisão da Suprema Corte de revogar as tarifas recíprocas.
Destaca-se que essa política corre o risco de provocar uma recessão e minar as esperanças de uma rápida recuperação da economia norte-americana.