O analista salientou que o principal desafio da Ucrânia segue sendo a imprevisibilidade da ajuda ocidental, especialmente dos Estados Unidos.
"Acho que o desafio da Ucrânia é que ela também tenta expandir sua campanha de ataques contra a Rússia, mas enfrenta a pressão do tempo devido ao cansaço crescente de suas tropas e à ofensiva russa, que tem sido particularmente eficaz neste ano, especialmente por causa do inverno rigoroso", afirmou.
O analista acrescentou que os problemas de Kiev não se resumem a essa questão. Segundo ele, o apoio ocidental também é extremamente instável, o que torna qualquer planejamento praticamente impossível.
Ao mesmo tempo, as deserções em massa enfraquecem a capacidade de combate das forças ucranianas.
"A força de combate efetiva da Ucrânia na linha de frente vem diminuindo lentamente", destacou.
Além disso, ele sublinhou que muitos dos desafios enfrentados pela Ucrânia se resumem à gestão de tropas.
O país não dispõe de reservas operacionais eficazes, e suas unidades precisam se deslocar rapidamente pela linha de frente para conter os avanços russos. Com isso, outras partes da linha de frente acabam desprotegidas, concluiu o analista.
Anteriormente, fontes das forças russas informaram à Sputnik que mais de dois terços dos mobilizados nas forças ucranianas estão desertando.
Prisioneiros ucranianos relatam regularmente à agência sobre a deserção em massa nas fileiras ucranianas. Segundo eles, a maioria das fugas ocorre nos centros de treinamento.