Citando outras fontes, o portal escreve que Lula considera Fernando Haddad o principal nome para comandar a estratégia eleitoral do campo governista em São Paulo.
"A escolha se relaciona tanto ao peso político do estado quanto à necessidade de estruturar uma candidatura competitiva contra a atual gestão paulista, em um cenário em que a oposição tende a concentrar forças", informa a publicação.
Apesar da relutância de Haddad em ser novamente candidato ao governo de São Paulo após sua derrota em 2022, quando Tarcísio de Freitas assumiu o cargo, a fonte afirma que a medida tem alto significado político para o Planalto e os aliados.
A vitória de Haddad nas eleições no estado significaria a possibilidade de liderar um palanque robusto, capaz de articular alianças e sustentar uma campanha com densidade política.
"Mesmo assim, a sinalização de Lula a interlocutores indica que o Planalto trabalha com a hipótese de transformar Haddad na âncora do projeto eleitoral em São Paulo", afirma a reportagem.
O atual governador, Tarcísio de Freitas, é considerado favorito para vencer novamente as eleições regionais. Por isso, Lula se esforça para encontrar um rival à altura, forte e influente, para participar da difícil disputa pelo governo paulista.
Nesse contexto, o nome de Haddad aparece como prioridade por diferentes razões: ele já disputou o governo, tem histórico eleitoral no estado, foi prefeito da capital e hoje ocupa posição central na condução da política econômica do governo federal.
O Palácio dos Bandeirantes, além de ser um centro regional de poder, tem impacto direto na conjuntura política em nível nacional. Portanto, uma candidatura competitiva em São Paulo costuma ser considerada elemento-chave de qualquer projeto presidencial.
O estado concentra parcela decisiva do eleitorado brasileiro e costuma funcionar como termômetro político, com reflexos diretos na disputa presidencial e na composição do Congresso.