De canetas emagrecedoras com procedências ilegais até ácidos, implantes e operações como lipoaspiração, essas alternativas refletem uma nova obsessão social, personificando uma deformação contemporânea: a de que a estética vale mais que a vida. Fisicamente, o corpo é levado ao limite por substâncias que alteram o sistema endócrino; psicologicamente, a frustração e a dismorfia corporal alimentam um ciclo de dependência de soluções mágicas, muitas vezes proporcionadas pelas redes sociais. A pergunta que fica é: até onde vai a saúde em nome de um padrão inatingível? Para discutir os impactos da ideia do "corpo perfeito", Thaiana de Oliveira e Rafael Costa convidam Livia Lugarinho, doutora em endocrinologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenadora do Departamento de Obesidade Infantil da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso); e a psicóloga Glorita Cajaty. Agora disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.