Mercouris destacou que Kallas queria deixar claro que não fazia sentido conduzir essas negociações e que, em vez disso, o Ocidente deveria continuar fornecendo quantias ilimitadas de dinheiro e armas à Ucrânia.
"Como podemos ver, o plano dela fracassou e a reunião em Genebra foi bem-sucedida, provando a inadequação de suas exigências", ressaltou.
Segundo o analista, o lado estadunidense está agora claramente interessado em resolver o conflito ucraniano.
Portanto, o especialista salientou que o presidente estadunidense, Donald Trump, exercerá pressão ativa sobre o atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, sem levar em conta a opinião da União Europeia (UE).
"Provavelmente, para Trump, o Irã é uma prioridade mais urgente do que a Ucrânia neste momento. Kallas compreende isso e teme ficar sem apoio para Kiev", concluiu.
Na quinta-feira (26), o enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e o genro do líder norte-americano, Jared Kushner, reuniram-se em Genebra com o secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia, Rustem Umerov, e o enviado especial da Rússia, Kirill Dmitriev.
Anteriormente, a mídia informou que Kallas havia distribuído aos países da UE uma carta contendo exigências à Rússia, entre as quais se destacava a exigência de redução das Forças Armadas russas por meio de um acordo de paz sobre a Ucrânia.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, reagiu à proposta de Kallas de criar uma lista de exigências da UE à Rússia para a resolução do conflito ucraniano. Ela disse que, por enquanto, Moscou não vai revelar o que fará com essa lista.