A agenda prevê ainda reuniões com os prefeitos Margarida Salomão (PT), de Juiz de Fora; José Damato (PSD), de Ubá; e Maurício dos Reis (PSB), de Matias Barbosa. Os três municípios decretaram estado de calamidade pública.
Até o momento, já foram contabilizadas pelo menos 69 mortes provocadas pelas chuvas, a maioria em Juiz de Fora, e outras seis pessoas seguem desaparecidas.
Já em Matias Barbosa, não há registros de mortes e desaparecimentos. Porém, a cidade também foi fortemente atingida pelos temporais, principalmente na região Central, e soma 810 pessoas desalojadas.
Lula será acompanhado pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes. Até o momento, a pasta autorizou R$ 11,3 milhões para atendimento às três cidades mais afetadas. Os recursos contemplam ações de assistência humanitária e restabelecimento de serviços essenciais, por meio de oito planos de trabalho.
Mais cedo, durante a Conferência Nacional das Cidades em Brasília, Lula criticou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), após a União liberar R$ 3,5 bilhões em recursos para obras no estado através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Porém, segundo Lula, nenhum projeto foi enviado.
"Queria compreender um número que o ministro Jader falou aqui. Você disse que no PAC nós colocamos R$ 3,5 bilhões só para o estado de Minas Gerais. Então quando a gente determinou R$ 3,5 bilhões, o que é que o governador tinha que fazer para que esse dinheiro fosse para Minas Gerais?", questionou Lula ao ministro das Cidades Jader Filho, que afirmou que o governador deveria apresentar a documentação para contratação de obras, a exemplo de intervenções para reduzir o impacto das chuvas, o que não foi feito.
Segundo o governo, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta de "grande perigo" para a região neste sábado. A previsão indica acumulados superiores a 100 milímetros em 24 horas, com risco de novos alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra.
Uma das explicações para as fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata mineira nos últimos dias é o aquecimento das águas do Oceano Atlântico, que, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), estão até 3°C acima da média histórica.
Com isso, há mais umidade no ar e, com a atuação de frentes frias, aumentam as chances de eventos climáticos extremos, especialmente em Minas Gerais.