Panorama internacional

Afeganistão dispara contra aviões paquistaneses sobre Cabul enquanto conflito se intensifica

O Afeganistão afirmou neste domingo (1º) ter disparado contra aviões paquistaneses em Cabul, após explosões e tiroteios na capital do país.
Sputnik
O Estado governado pelo Talibã sofreu ataques paquistaneses contra instalações governamentais na última semana, após acusações, que nega, de que abriga militantes.
Os governos do Paquistão e do Afeganistão confirmaram, nesta quinta-feira (26), confrontos em diversos pontos da fronteira. Ambos os lados relataram pesadas perdas de civis e agentes de segurança.
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Em 22 de fevereiro, o Paquistão lançou ataques aéreos na fronteira afegã contra campos e esconderijos pertencentes ao grupo conhecido como Talibã paquistanês. O ataque aéreo foi realizado durante o mês do Ramadã, sagrado para os muçulmanos de todo o mundo.
Esse não é o primeiro confronto entre os dois países após a tomada de poder do Talibã em Cabul. Em outubro do ano passado, foram registrado confrontos entre os dois países devido às ações do Talibã paquistanês.
Entretanto os combates de 2026 são mais intensos e gera apreensão na região. Catar e Arábia Saudita já se pronunciaram a favor de um contenção e se ofereceram para mediar um cessar-fogo.
O Irã, que faz fronteira com o Afeganistão e o Paquistão, também ofereceu apoio para mediar o diálogo antes de ser atacado neste sábado (28) por Israel e pelos EUA.
O grupo, que age na fronteira entre os dois países, área de maioria étnica pachto, não é afiliado ao Talibã afegão. No entanto, para Islamabad, Cabul faz "vista grossa" para o grupo operar em solo afegão.
A violência segue-se a ataques aéreos dentro do Afeganistão nesta semana, que o Paquistão disse ter como alvo a infraestrutura militante. O Afeganistão descreveu os ataques como uma violação de soberania e anunciou operações retaliatórias ao longo da fronteira compartilhada.
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