Ele mencionou que o Irã deve lançar ataques adicionais contra as bases que já atacou, encontrar novos alvos e, "muito provavelmente", atacar as "forças navais estadunidenses".
O especialista estimou que o atual ataque iraniano causou "danos significativos" nos alvos estadunidenses.
"É evidente que a famosa cúpula de radar da base, um dos elementos mais importantes e caros do sistema de defesa antimísseis dos EUA, foi danificada. Algumas estimativas sugerem que custou mais de um bilhão de dólares e detecta lançamentos de mísseis de longa distância. Esta é uma perda importante para os Estados Unidos e, dado que provavelmente beneficia Israel, também para os seus aliados", precisou.
A maior dificuldade dos Estados Unidos estará relacionada com a munição antimísseis, que é limitada, frisou o analista.
"Esta operação foi projetada para durar pouco tempo: três, quatro ou cinco dias. A escalada do ano passado durou duas semanas. E se a atual durar três ou quatro semanas?".
Mais cedo, a base da Força Aérea Real Britânica em Akrotiri, no Chipre, foi atingida por um pequeno drone, neste domingo (1º), sem feridos, de acordo com o jornal Cyprus Mail.
Segundo a publicação administração da base alertou os funcionários sobre o risco de novos ataques em meio à explosão e às sirenes em Limassol.
Também foi reportada tentativa de ataque com drone ao centro de apoio logístico da embaixada dos EUA no Iraque, localizado perto do Aeroporto Internacional de Bagdá, informou a Al Jazeera, citando uma fonte de segurança iraquiana.
As retaliações do governo do Irã ocorrem um dia depois da morte de Ali Khamenei, o segundo líder supremo da República Islâmica do Irã, em um bombardeio israelense. Ele liderou por mais de quatro décadas vida política do povo iraniano e da região.
Os ataques coordenados de Estados Unidos e Israel contra o país abriram um novo capítulo de tensão no Oriente Médio e ampliaram as incertezas sobre estabilidade política, segurança energética e economia global.