Panorama internacional

Amorim diz que Brasil pode apoiar diálogo sobre o Irã e alerta para risco do 'pior cenário' possível

Diante da escalada militar no Oriente Médio após ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, o assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Celso Amorim, comentou sobre a situação na região após participar de evento nesta segunda-feira (2) na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Sputnik
Para Amorim, não se pode excluir o "pior cenário possível" em meio ao contexto em que a ação foi realizada. Após diversos bombardeios contra o Irã no último sábado (28), o governo confirmou a morte do líder supremo Ali Khamenei, além de várias autoridades civis e militares. Na sequência, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian declarou que o assassinato "é uma guerra aberta contra os muçulmanos, especialmente os xiitas em todas as partes do mundo".

"Eu acho que a gente não pode excluir o pior cenário dentro de um contexto desse, de uma guerra que envolve muitos países. Tem muitos países que, direta ou indiretamente, estão envolvidos e isso pode ter consequências gravíssimas, não só militares e de destruições, mas também econômicas", disse.

Entre elas, o assessor especial citou os impactos do fechamento do Estreito de Ormuz, região por onde pelo menos um terço do petróleo mundial é transportado, para o mercado internacional.

"O preço de petróleo vai para a lua e assim por diante. Então, quantas pessoas estarão envolvidas nisso? Quantas morrerão diretamente? Como vai ser a reação? Quantos civis vão sofrer? É muito simples você dizer que não encontrou uma solução, mas o difícil é você brigar pelo diálogo até encontrá-la. Isso é que é o difícil, isso é que é o mérito do ser humano", acrescentou.

Projeções de analistas do Goldman Sachs Group Inc. apontam que só o mercado europeu de gás pode enfrentar um salto expressivo de até 130% nos preços do produto caso a interrupção do tráfego de navios na região dure mais de 30 dias.
Questionado sobre o que a chancelaria brasileira pode fazer para amenizar as tensões no Oriente Médio, Amorim disse que o país pode contribuir para o diálogo entre as partes.
Panorama internacional
Rubio não descarta que os EUA possam ter papel na administração do Irã no futuro

Encontro de Lula e Trump

Mais cedo, a CNN Brasil afirmou que aliados do presidente Lula querem que o líder brasileiro pressione o homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação ao ataque. A expectativa é que os dois líderes se encontrem em Washington ainda neste mês.
De acordo com a publicação, Lula não deveria perder a oportunidade de mostrar uma posição crítica firme do país contra a escalada militar no Irã. Inicialmente, o encontro está focado na agenda bilateral, como as tarifas comerciais e as relações entre Brasil e Estados Unidos.
Acompanhe as notícias que a grande mídia não mostra!

Siga a Sputnik Brasil e tenha acesso a conteúdos exclusivos no nosso canal no Telegram.

Já que a Sputnik está bloqueada em alguns países, por aqui você consegue baixar o nosso aplicativo para celular (somente para Android).

Comentar