"Poderíamos", respondeu Rubio ao ser questionado se os EUA desempenhariam algum papel em um futuro governo iraniano depois do encerramento dos combates.
Além disso, Rubio destacou que os Estados Unidos gostariam de ver uma mudança de governo no Irã, mas que esse não foi o objetivo da ofensiva. "Como o presidente Donald Trump disse, ele gostaria que o povo do Irã aproveitasse esta oportunidade para se levantar e remover esses líderes", declarou Rubio a jornalistas.
No entanto, ele assegurou que Washington tinha outros objetivos ao atacar o Irã.
"O objetivo desta missão é garantir que eles não tenham essas armas que podem ameaçar a nós e aos nossos aliados na região. É por isso que estamos fazendo o que estamos fazendo agora", acrescentou.
Rubio destacou que a meta é impedir que o Irã tenha capacidade de usar mísseis balísticos para ameaçar seus vizinhos, bases norte-americanas e a presença dos EUA na região.
EUA e a ameaça à estabilidade do Oriente Médio
A agressão dos Estados Unidos não é apenas um ataque contra o Irã, mas também um atentado contra a paz e a segurança internacionais na região, afirma carta enviada pelo representante permanente do Irã junto à ONU em Genebra, Ali Bahreini, à qual a Sputnik teve acesso.
"Esta guerra agressiva não é direcionada apenas contra o Irã, trata-se de um atentado contra a paz e a segurança internacionais e regionais, contra o direito internacional e contra a própria Carta das Nações Unidas", destacou o diplomata.
Bahreini afirmou que a comunidade internacional não deve permanecer indiferente diante de violações tão evidentes. "O secretário-geral da ONU e o Conselho de Segurança têm responsabilidade clara, de acordo com a Carta, de condenar da forma mais enérgica esses ataques ilegais e adotar as medidas necessárias para manter a paz e a segurança internacionais", ressaltou.
No último sábado (28), Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra alvos no Irã, inclusive em Teerã, provocando danos e vítimas civis. O país retaliou com ações contra o território israelense e contra bases militares de Washington em todo o Oriente Médio.
O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, morreu em decorrência dos bombardeios, junto com diversos altos funcionários do governo e das Forças Armadas do Irã. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, classificou o assassinato como uma violação cínica de todas as normas da moral humana e do direito internacional.