"A Força Aérea Israelense atingiu dezenas de locais de lançamento e desmantelou aproximadamente 300 lançadores de mísseis; desde o início da operação, foram empregadas 4.000 munições em todo o território iraniano", afirmaram as Forças de Defesa de Israel (FDI).
Somente nas últimas 24 horas, centenas de caças e aeronaves teriam atingido centenas de alvos no Irã e no Líbano, segundo os militares israelenses.
Em meio à escalada das tensões em todo o Oriente Médio, as FDI também informaram que pelo menos 60 alvos ligados ao Hezbollah no sul do Líbano foram atacados, incluindo depósitos de armas, lançadores de foguetes e centros de comando.
Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, citou os riscos para a estabilidade nuclear mundial por conta do agravamento do conflito na região. "A ameaça à segurança nuclear mundial em relação ao conflito no Oriente Médio está se agravando e aumentando", afirmou.
Conforme o chanceler russo, há confirmações tanto da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) quanto de serviços de inteligência de Washington de que o Irã não tentou produzir armamento nuclear. Além disso, Lavrov afirmou que é inevitável um debate profundo sobre como os Estados Unidos se veem no mundo e qual papel atribuem às demais potências nucleares.
No último sábado (28), Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra alvos no Irã, inclusive a capital Teerã, provocando danos e vítimas civis. O Irã retaliou com ataques contra o território israelense e bases militares dos EUA no Oriente Médio.
A ofensiva contra o Irã ocorreu enquanto negociações nucleares mediadas por Omã estavam em andamento em Genebra.