De acordo com o relatório do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês), a frota submarina brasileira é a mais avançada da região, enquanto 75% dos submarinos ativos na América Latina operam com modelos das décadas de 1970 e 1980.
Segundo a publicação, apesar da escassez financeira, o Brasil mantém planos de construir um submarino de propulsão nuclear, o que posiciona o país em primeiro lugar entre todas as nações da região.
Trata-se do projeto da Marinha de construção do Submarino Nuclear Convencionalmente Armado Álvaro Alberto, que deve ser concluído até 2035. A reportagem destaca que o Brasil é o único país da região que está construindo um submarino dessa classe.
Vale lembrar que, além do desenvolvimento do submarino convencional armado com propulsão nuclear, o Programa de Submarinos da Marinha do Brasil (Prosub) também inclui a construção de quatro submarinos convencionais, ou seja, movidos a propulsão diesel-elétrica. Três desses projetos já foram lançados ao mar: Riachuelo, Humaitá, Tonelero e Almirante Karam.
O relatório mencionado acima aponta também para o fato de que o Brasil foi o único a superar a dependência das versões antigas do projeto alemão Tipo 209, ainda predominantes na região da América Latina.
A Argentina é usada como exemplo negativo por estar com a força submarina praticamente inoperante e correndo o risco de se tornar obsoleta. Caso não sejam tomadas providências, o mesmo destino aguarda Colômbia, Equador e Venezuela.
De acordo com a Estratégia Nacional de Defesa do Brasil, atualizada no final de 2025, o submarino convencional armado com propulsão nuclear (SCPN) elevará consideravelmente a capacidade de defesa do país no Atlântico Sul.