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Cúmplice de Vorcaro tem morte encefálica confirmada; PF afirma que ele tentou se matar

Um dos investigados de operar uma série de atividade ilegais para o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, tentou se matar após ser preso pela Polícia Federal (PF) na superintendência da corporação na capital de Minas Gerais, Belo Horizonte. Apesar de ter sido socorrido com vida, ele morreu na sequência.
Sputnik
Luiz Phillipi Mourão, conhecido como "Sicário", foi reanimado por policiais que estavam no local e enviado a um hospital, de acordo com a PF. Apesar da ação dos agentes, o homem teve morte encefálica, segundo o Metrópoles.
Antes, ele prestou depoimento e recorreu ao direito de ficar em silêncio e passaria por audiência de custódia nesta quarta-feira.
Vorcaro e seu cunhado, o empresário Fabiano Campos Zettel, também foram presos mais cedo, durante uma nova etapa das investigações sobre suspeitas de irregularidades na instituição.
Outros alvos da operação tiveram mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão cumpridos em São Paulo e Minas Gerais, com apoio do Banco Central.
A ordem foi expedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em sua primeira decisão após assumir a relatoria do processo.
Mourão é acusado de usar credenciais de terceiros para acessar ilegalmente bases de dados ligadas a instituições de segurança e investigação, além de monitorar pessoas ligadas às investigações ou críticas ao grupo ligado a Vorcaro. A PF informou que houve acessos indevidos a sistemas da própria corporação do Ministério Público Federal e bases internacionais.
Na decisão, Mendonça menciona que os presos integravam um grupo de WhatsApp batizado de "A turma", de acordo com a PF, em que eram planejadas ações violentas contra adversários. Em um dos casos, segundo a PF, Vorcaro sugeriu a simulação de assalto para assustar um jornalista com uso de violência.
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Mourão também é réu em uma ação movida pelo Ministério Público de Minas Gerais que apura indícios de delitos como lavagem de dinheiro, organização criminosa e crime contra a economia popular. Ele é acusado de participar de esquema de pirâmide financeira e de ter atuado como agiota.
A defesa do Mourão se pronunciou sobre a prisão e afirmou que as provas obtidas pelas autoridades foram desprovidas de autorização judicial, entre outras nulidades.
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