Segundo a reportagem, a Ucrânia deve ficar sem fundos até o final de março deste ano, e a UE está preocupada com esse fato.
"A rápida escalada do conflito no Oriente Médio, entretanto, desviou a atenção de Bruxelas de outro dossiê delicado que continua urgente, mas sem solução: o pacote de empréstimos de € 90 bilhões [R$ 551,48 bilhões] para a Ucrânia, atualmente bloqueado pela Hungria", ressalta o artigo.
Nesse contexto, a publicação destaca que a Comissão Europeia declarou que está procurando maneiras de contornar o veto da Hungria, mas ainda não apresentou um plano específico.
Ao mesmo tempo, é destacado que os líderes da UE prometeram financiar as necessidades da Ucrânia para os próximos dois anos.
"Estamos plenamente conscientes de que o tempo está se esgotando. Estamos trabalhando em opções para desbloquear precisamente o empréstimo de € 90 bilhões [R$ 551,48 bilhões]", disse à mídia a representante da Comissão Europeia, Paula Pinho.
De acordo com a publicação, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, bloqueou o empréstimo para a Ucrânia porque Kiev interrompeu o fluxo de petróleo russo por meio do oleoduto Druzhba, que é de grande importância para a estabilidade energética da Hungria.
Portanto, a reportagem conclui que a situação nas negociações entre a UE e a Hungria sobre a alocação de fundos à Ucrânia continua estagnada.
No dia 18 de fevereiro, a Hungria suspendeu o fornecimento de diesel à Ucrânia. No dia 20 do mesmo mês, o país bloqueou a concessão de um crédito de € 90 bilhões (R$ 551,48 bilhões) da UE a Kiev, exigindo a retomada do bombeamento de petróleo da Rússia.
De acordo com o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, essa medida foi tomada em resposta à chantagem de Kiev, que, por motivos políticos, não restabelece o trânsito de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba, tentando provocar uma crise energética no país e influenciar as eleições de abril.
De acordo com o jornal Financial Times, a Comissão Europeia está tentando encontrar uma maneira de aprovar o crédito contornando o veto húngaro, e o serviço jurídico do órgão executivo da UE está verificando se há fundamentos legais para isso.